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 Escolhendo a Memoria mais Apropriada para sua Máquina

 

02de fevereiro de 2003
Postado por: TCCamargo
 

Um dos upgrades mais comuns para os usuários é a troca ou aquisição de mais memória. Muitas vezes ao se adquirir um programa mais recente ou na instalação de um sistema operacional novo, a quantidade de memória instalada no micro revela-se insuficiente para a execução deste. Também pode ser que o usuário queira um rendimento maior para o seu micro, abrir mais programas ao mesmo tempo então sinta a necessidade de mais Megabytes de memória.
Hoje em dia um pente de memória não é tão caro e a instalação não é difícil. Muito pelo contrário, é simples até. Desde que se observe uns itens importantes e é isso que vamos ver aqui.

Quando há necessidade de mais memória

 
Se o uso de seu micro é limitado apenas a editar textos e entrar na internet de vez em quando, 64MB são mais do que suficientes para um bom rendimento. Agora se você gosta de games como MOHAA ou UT2003  ou é do tipo que abre 10 janelas do navegador enquanto escuta mp3 no Winamp ao mesmo tempo que ripa um CD no Nero e ainda por cima dá uma olhada naquele vídeo bacana da Avril Lavigne no Media Player enquanto conversa no ICQ com 10 pessoas, 128MB será pouco. O ideal é pelo menos uns 256MB. Isso vale para quem usa Linux também, principalmente quem usa o KDE, voraz consumidor de memória.:-). Em resumo, a quantidade de memória vai depender exclusivamente da quantidade e peso dos programas a serem utilizados.
Geralmente programas para tratamento de imagens, edição de vídeo ou música são pesados. Pode se perceber claramente isso ao abrir um Photoshop, Gimp ou Corel por exemplo. Quem trabalha com edição de imagens deve usar pelo menos 512MB para um rendimento satisfatório.
Os Gamers devem tratar deste assunto com muito carinho também. Geralmente para rodar bem um Medal of Honor ou UT2003, 256MB dá para o gasto. Mas é bom lembrar que a memória de sistema vai ser muito utilizada. Neste caso é sempre bom verificar os requisitos mínimos de sistema para o game rodar. Atualmente a maioria dos games pedem em torno 256MB.
Sistemas operacionais como o Windows XP requerem uma boa quantidade de memória para rodarem com um bom desempenho. Você pode até instalar num micro com 96MB mas com 256MB ele vai rodar muuuuiito melhor.

 
Qual memoria usar?

 
Esta questão vai depender muito mais do modelo de sua placa mãe do que sua preferência. Existem vários tipos de memória e geralmente cada placa mãe trabalha somente com um tipo de memória. Existem algumas poucas exceções como a ECS K7S5A ou a ASROCK K7VM2 que trabalham com dois tipos de memória, mas somente uma de cada vez, somente SDRAM ou somente DDR SDRAM.
Os pentes de memoria podem ter várias características. Podem ser :

FPM DRAM – Este tipo de memória vinha no encapsulamento SIMM de 30 vias, usado na época dos 286, 386 e 486 ou 72 vias, mais usado nos 486 e Pentium antigos.  Como pode ver este tipo de módulo só será preciso se você tiver um PC bem antigo. Um upgrade de memória neste caso não vai surtir muito efeito. Neste caso será melhor um upgrade de micro:-)

EDO DRAM – Outro tipo de memória muito antigo e obsoleto, encontrada em encapsulamentos SIMM 72 vias e DIMM 168 vias. As memórias EDO em encapsulamento DIMM são extremamente raras mas podem confundir o usuário, pois pode se pensar que esta seja uma memória SDRAM, que apesar de ter o mesmo encapsulamento, é totalmente incompatível. Então se você tiver uma placa mãe para Pentium comum e esta tiver algum slot DIMM verifique com atenção no manual da placa se esta é para EDO ou SDRAM. Este tipo de memória entra no mesmo caso da FPM. Não vale mais a pena um upgrade, a não ser que você queira apenas editar textos e queira um micro “menos lento”:-) 

SDRAM – Esta é mais recente e ainda muito utilizada nos PCs atuais. As mais antigas( e lentas ) trabalhavam a 66Mhz. As mais novas já trabalham a 133Mhz. Ela é especificada conforme a sua frequencia de trabalho, respectivamente PC66 ( trabalha a 66Mhz ), PC100 ( trabalha a 100Mhz ) e PC133 ( trabalha a 133Mhz ). Caso você não saiba qual é a frequencia de trabalho de seu chips de memória, existem dois modos de se saber: Através de programas como o Sandra ou o Hwinfo ou então vendo diretamente no chip do pente de memoria.

Nele você verá uma sequência alfanumérica longa seguida de um número com um traço. Este número final é que indicará o tempo de acesso da memória em questão.

A nomenclatura pode variar muito dependendo do fabricante do chip, mas geralmente segue conforme o quadro abaixo:

 

        Clock

Tempo de Acesso

Tipo

66MHz

16ns (-16; ou 16 )

PC66

100Mhz

10ns ( -10  ou 10 )

PC100

133Mhz

7ns ( -7, -7,5 ou 7,5 )

PC133

 

Uma observação importante a ser feita é que nos pentes de memória mais antigos, -10 pode ser a indicação de uma memória PC66 e não PC100.

É evidente que você vai encontrar muitos pentes de memória sem estas indicações. Caso não possa rodar um programa de diagnóstico entre no google e digite a sequência alfanumérica do chip. Se tiver sorte, ele lhe retornará o link para o site do fabricante do chip. Então você poderá ver as características da memória. Veja um exemplo:
Tenho em mãos um pente de memória, mas não sei qual é a capacidade nem o tempo de acesso dele. No chip está escrito:

TBS6408B4E -6

Entro no google, digito estes caracteres e logo em seguida ele me retorna um link onde pode se ver as características do chip.

 

 

Vejo que ele é um chip de 8M*64 e tem um tempo de acesso de 7ns, ou seja é PC133 e o fabricante é a Mtec.
Para saber a capacidade dele, verifico quantos chips existem no meu pente e faço as contas. Como tenho 8, faço esta multiplicação:

64( capacidade do chip em Mb) x 8 ( quantidade de chips no pente de memória ) = 512
512 x 0,125( para converter em MB ) = 64MB

Note que existe uma grande diferença entre Mb e MB. O b minúsculo é bits e o maiúsculo bytes, ok?
É claro que se você tiver um programa como o Sandra não haverá necessidade de fazer esta maratona toda. Ele te dará de mão beijada todas as características do pente de memória. :-)

Estas características serão determinantes para saber se o pente de memória poderá trabalhar com determinada placa mãe e processador ou não.  Algumas placas mãe mais antigas não conseguem trabalhar com pentes de memória PC133, ao passo que as mais recentes não trabalham com pentes PC66. Se você tiver um Athlon Thunderbird serie C ou Pentium com barramento externo de 133Mhz, dê preferência as memórias PC133 pois estas trabalharão na mesma frequencia do FSB do processador ( existe uma defasagem em relação aos Athlon aqui mas explicarei melhor logo adiante ). Caso seu processador seja um Duron, Celeron ou Athlon Thunderbird serie B, que trabalham com barramento externo a 100Mhz, pode se usar PC100 ou PC133.
As PC66 só servirão para as placas mãe e processadores mais antigos ( Pentium comum, Pentium II e Celeron com barramento frontal a 66Mhz ou os K6 antigos de FSB a 66Mhz ).
Na realidade o que vai deterninar qual tipo de memória a ser utilizada em determinada placa mãe, será o manual da mesma. Tenha o saudável hábito de sempre consultar o manual de sua placa mãe antes de fazer qualquer upgrade ou modificação e na dúvida, consulte a documentação no site do fabricante.
Cada modelo de placa mãe tem uma regra para a ocupação dos pentes de memória. Caso tenha dois pentes de frequência diferente, procure sempre colocar o de frequência mais baixa no primeiro slot. Por exemplo, tendo se um pente PC100 e outro  PC133 para serem usados na mesma placa mãe, coloque o PC100 no banco 1 e o PC133 no banco 2. Deste modo pode se evitar possíveis instabilidades.
Quando usa-se dois pentes de frequência diferente, ambos trabalharão na frequência mais baixa. Como por exemplo, no caso citado acima, será utilizada a de 100Mhz.

Algumas placas mãe tem um limite de povoação de chips de memória, o que pode dar algumas dores de cabeça quando o usuário tenta colocar dois pentes de memória com os dois lados preenchidos por chips.
Presenciando um problema destes, verifique se eles funcionam corretamente separados. Caso afirmativo, tente trocar um deles por um pente com um lado só preenchido por chips. Provavelmente deve funcionar corretamente. Se não funcionar, experimente trocar o que sobrou por outro pente também preenchido por chips somente de um lado.
Estas regras valem também para as memórias DDR SDRAM,  que citarei logo abaixo:

DDR SDRAM -  Este é o tipo de memória mais utilizado nas placas mãe comercializadas atualmente. Ela tenta preencher uma lacuna deixada pelas memórias SDRAM em relação ao FSB dos processadores. No caso dos Athlons e Durons as memórias SDRAM deixavam a desejar pois estas trabalhavam a uma transferência máxima de 1066MB/s  no caso da PC133 enquanto que o Duron com o seu FSB DDR tenta acessar a memória a 1600MB/s e o Athlon serie C, acessa a 2128MB/s, causando um gargalo enorme no sistema. A DDR SDRAM veio equiparar esta taxa de transferência.
As memórias DDR podem ser classificadas conforme a sua taxa de transferência ou frequência DDR.

 

Taxa de Transferência

Nomenclatura

100Mhz ( 200Mhz DDR )

PC1600 ou PC200

133Mhz ( 266Mhz DDR )

PC 2100 ou PC266

166Mhz ( 333Mhz DDR )

PC 2700 ou PC333

200Mhz ( 400Mhz DDR )

PC 3200 ou PC400


Sendo assim, a PC1600 transfere 1600MB/s, a PC2100 transfere 2100MB/s e por aí vai..
Apesar dos módulos SDRAM e DDR SDRAM serem muito parecidos, estes são completamente incompatíveis. Como disse antes, existem algumas placas mãe que tem slots para SDRAM e DDR. Mas estes não podem ser usados ao mesmo tempo. Ou usa-se DDR ou SDRAM somente. Não se pode misturá-las.


Rambus – Este é o tipo de memória que a Intel tentou alavancar no lançamento do chipset i820. Não foi bem sucedida devido ao custo extremamente alto. Ela teve uma sobrevida recentemente com o lançamento do Pentium 4 e seu chipset i850. Mas com o lançamento do chipsets i845D com suporte a memórias DDR e principalmente após os lançamentos da VIA P4X266 e SIS 645 não há muita perspectiva de futuro para ela, pois as DDR tem um desempenho tão bom ou até melhor dependendo do chipset utilizado.          

 
Melhorando o desempenho da memória

 
Dependendo da qualidade do pente de memória utilizado, pode se ter um ganho de desempenho diminuindo a latência do CAS no SETUP. CAS é o tempo que a memória leva para armazenar um dado ou entregá-lo. Este tempo é medido em pulsos de clock, quanto mais baixo melhor.

Nas memorias SDRAM a CAS pode ser 2 ou 3.
Nas memorias DDR pode ser 2,5 ou 2

Se a sua memória suportar, coloque a CAS no tempo mais baixo. Deste jeito o seu micro terá um excelente ganho de desempenho.






Caso tenha alguma dúvida, crítica ou sugestão a fazer: 

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