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SETUP – Configurações Gerais – Parte 1

 

06 de fevereiro de 2003
Postado por: Thadeu Camargo

 
Podemos dizer que se um computador tem alma, esta seria a BIOS. É através dela que ele sabe quem é. O que faz e pra que serve. Sem uma BIOS funcional, um micro simplesmente não liga. Não serve para nada.
Quando falamos em BIOS, na realidade estamos falando de 3 programinhas básicos que ficam armazenados num chip de memória ROM situada na placa mãe, na qual é comumente chamada de ROM-BIOS. Este chip, apesar de ser uma memória ROM, pode ser regravada via software, pois na verdade é uma memória do tipo FLASH ROM. Logicamente isso depende muito do ano de fabricação da placa mãe, pois as mais antigas eram chips EPROM, regraváveis somente através da exposição de raios ultra violeta. Graças ao fato das FLASH  ROMs poderem ser regravadas via software, estas podem ser atualizadas facilmente, podendo corrigir bugs das BIOS mais antigas resolvendo problemas crônicos do micro, adquirindo suporte para novos dispositivos ou até mesmo melhorando o desempenho. Isso você poderá ver com mais detalhes no artigo atualizando a bios .

Bem, voltando a explicação dos 3 programinhas que compõem a ROM-BIOS, são estes : BIOS, POST e SETUP

No artigo, atualizando a bios dei uma pequena noção do que cada programa faz. Aqui devemos nos preocupar somente na interação do usuário com a mesma, o modo como este pode interferir no correto funcionamento do computador, melhorar o rendimento e até mesmo poder diagnosticar e resolver problemas com a manipulação correta da BIOS. E para se fazer isso, o usuário precisa do programa SETUP.

SETUP

 
O usuário não pode interferir na BIOS. Já no SETUP a coisa muda de figura. Ele é feito para que o usuário diga como o micro vai funcionar, se vai ter senha de acesso, definir hora e data, se tem drive de disquete ou HD, etc..
É verdade que embora algumas funções antes determinadas pelo usuário, como no caso dos drives IDE, sejam automatizadas pelas BIOS mais recentes, muitos parâmetros ainda precisam de um direcionamento do usuário para que o micro funcione corretamente e de modo otimizado.

 
Mas se o SETUP está situado numa memória do tipo ROM como é que poderei fazer as alterações devidas?

 
Esta é uma pergunta muito comum e que geralmente deixa os usuários confusos pois a memória FLASH ROM pode ser regravada mas não facilmente, sendo necessário um programa específico para isso. Para que o usuário possa interagir facilmente com o SETUP, é preciso que as alterações feitas sejam armazenadas numa memória RAM, que é de fácil regravação.
Esta memória RAM é armazenada num chip chamado CMOS.
Mas existe um detalhe importante: A memória RAM é volátil, ou seja, se não houver energia, o conteúdo dela se perde. Então a cada vez que se desligasse o micro, perderiam-se as configurações antes feitas no SETUP. Para que isso não aconteça, este chip CMOS é alimentado por uma bateria constantemente.
Se a bateria acabar, deve ser trocada e o SETUP deve ser novamente reconfigurado. Quando a bateria está fraca, frequentemente ocorre erros de checksum ou os HDs não são reconhecidos, ou mesmo o micro para no boot e pede para entrar no SETUP para reconfigurá-lo. É lógico que deve primeiro trocar-se a bateria para depois mexer no SETUP.
Erro de checksum , na realidade é a constatação de problemas na verificação da BIOS nesta memória. O que ele simplesmente faz é verificar se os valores que estavam gravados na CMOS estão realmente lá. Se houver algum erro ( no caso, dados perdidos devido a bateria fraca ) ocorre o checksum error . Então o usuário deverá reconfigurar o SETUP.

 
Se fizer besteira no SETUP...

 
Um recurso muito utilizado pelos usuários mais experientes e técnicos ao fazer mudanças no SETUP que ocasionem erros no micro, ou mesmo após um overclock mal sucedido, é zerar a CMOS. Isto é, colocar o SETUP do jeito que veio ao mundo:-)
Este procedimento é comumente chamado de ClearCMOS ou CCMOS.
Isto pode ser feito simplesmente retirando a bateria que a alimenta durante alguns segundos. Na maioria das placas mãe também existe um jumper que ao ser mudado de lugar, faz o mesmo efeito. A localização do jumper na placa e o modo de jumpeamento para fazer isso, você encontra no manual de sua placa mãe.

 
Ítens do SETUP

 
Pra começo de conversa, o montador deve saber pelo menos os princípios básicos do SETUP para que o micro funcione estavelmente ( se souber bem como mexer no SETUP, melhor ainda. O usuário só tem a ganhar :-) O técnico deve conhecer bem os ítens para que possa fazer um bom trabalho de manutenção nas máquinas que estiverem em suas mãos e o usuário deve conhecer o mínimo para que não fique em maus lençóis se tiver que trocar um HD por exemplo...
Existem alguns ítens que são muito simples, outros exigem um certo conhecimento e ainda existem aqueles que são destinados somente aos “experts”. Uma dica: Não tente bancar o “tal” no SETUP sob pena de se arrepender profundamente. Conhece aquele ditado de “faca de dois gumes”? Pois é. Uma mexida correta no SETUP pode melhorar sensívelmente o desempenho e resolver problemas, mas uma alteração mal sucedida pode fazer com que o micro fique lento ou trave de tal ponto que somente uma CCMOS poderá resolver.

Cada placa mãe, ou cada versão de BIOS, tem diferenças em seus SETUPs. Pode ocorrer até de existirem SETUPS diferentes para a mesma placa mãe, basta que uma versão de BIOS seja diferente da outra. É evidente que existem ítens que são, de certo modo, default para a maioria das placas. Uma boa dica para conhecer melhor o SETUP de sua placa mãe, principalmente se esta tiver alguns ítens diferentes ou personalizados é dar uma boa lida no manual. Tendo dúvidas, tente esclarecê-las na documentação no site do fabricante.

Nesta primeira parte deste artigo procurei focalizar o SETUP da placa mãe PCChips M810. Este é um modelo muito comum nos micros brasileiros e tem um SETUP muito simples, com itens que geralmente se encontram na maioria das placas mãe. Se a sua placa mãe é uma ASUS A7V333, DragonPlus, Soltek SL-75DRV5 , MSI KT3 Ultra  ou outra placa mãe de linha, com certeza encontrará itens que não serão abordados aqui. Como disse antes, se você tem uma placa mãe com itens diferentes, consulte o seu manual. Seria impossível abordar todos os itens “personalizados” de todas as placas mãe...
Existem alguns itens que eram comuns em placas mais antigas. Notadamente com referências a barramentos ISA, que são raríssimos hoje em dia. Abordarei alguns destes itens pois pode ser de grande valia para aquele usuário que tem um Pentium 100, por exemplo. Outros itens que são praticamente default na maioria das placas mãe também serão citados.

Vale lembrar que quaisquer alterações no SETUP são de CONTA E RISCO do usuário. Se você quer mexer no SETUP saiba exatamente o que está fazendo, tenha consciência de seus atos e saiba arcar com as consequências em caso de alterações desastrosas.

Bem, vamos lá.

O SETUP da M810 é acessado teclando-se DEL  ao ligar o micro. Alguns SETUPS, como alguns modelos da Compaq são acessados pela tecla F10. Existem outros onde deve se apertar a tecla Ins, F1, F8, e por aí vai. De qualquer modo, geralmente na tela de POST ( onde acontece a contagem da memória ) aparece uma mensagem indicando qual a tecla a ser pressionada para entrar no SETUP.  Se o seu micro não tiver mensagem nenhuma indicando qual é a tecla a acessar para entrar no SETUP, consulte o manual de sua placa mãe ou então acesse o site do fabricante e consulte a documentação.
Tendo sucesso, entra-se numa tela de entrada. A tela de entrada da M810 tem as seguintes opções:

 
Standard CMOS Setup 
Advanced Setup
Power Management Setup
PCI / Plug and Play Setup
Load Optimal Settings
Load Best Perfomance Settings
Features Setup
CPU PnP Setup
Hardware Monitor
Change Password
Exit

Em algumas placas mãe, você poderá encontrar estas opções também:

Bios Features Setup
Chipset Features Setup
IDE HDD Detection
Integrated Peripherals

Isto dependerá, como sempre, da versão da BIOS de sua placa mãe:-)


Standard CMOS Setup


Esta opção é praticamente obrigatória e muito simples de configurar. É aqui que será setada a data, hora, reconhecimento dos HDs, CD-ROMs e drives de disquete. O reconhecimento dos dispositivos IDE ( HDS, CD-ROMs ) é feito teclando-se enter. Caso queira fazer um reconhecimento de todos os dispositivos IDE de uma vez só, tecle F3. Isto equivale a opção IDE HDD Auto Detection de algumas placas mãe. Existem muitas placas mãe modernas onde isso não é mais necessário. O reconhecimento dos dispositivos IDE é feito automaticamente, sem intervenção do usuário. Já em alguns micros mais antigos era necessário o reconhecimento dos drives IDE em outra opção presente no SETUP : IDE HDD Auto Detection. Se o seu micro for um destes antigos e você não conseguir configurar o HD pelo ítem no Standard CMOS Setup, tente a opção escrita acima.
Após o ítem dos dispositivos IDE, verá o ítem para configurar o drive de disquete. Existe a opção Floppy Drive A e Floppy Drive B. Se você é do tipo que gosta de usar dois drives de disquete ( não sei pra que, mas vá lá,..:-) configure-os conforme a sua capacidade ( 360KB; 720KB, 1.44MB ou 2.88MB ). O padrão é 1.44MB ( 3 ½  polegadas ).
Em alguns SETUPS existe o ítem Video. Este deve ser deixado na opção EGA/VGA, que é o padrão para os vídeos atuais. Também é muito comum encontrar o ítem Halt on.  Este é interessante pois trava o boot do micro se houver algo errado conforme a opção escolhida. As opções mais comuns são: All erros ( para com qualquer tipo de erro ), No errors ( não para o boot, mesmo se houver problemas ) e All but keyboard ( para em qualquer erro exceto  erros no teclado ). É interessante deixá-la na opção All Errors.


Advanced Setup

 
Outra opção na qual o usuário ou técnico poderá colocar a sequência de boot e fazer algumas configurações mais avançadas. Deve se ressaltar que nos SETUPs de outras placas mãe pode ser chamada de BIOS Features Setup ou Advanced CMOS Setup.

Tred ChipAway Virus -  Em alguns SETUPs este ítem chama-se Virus Warning ou Antivirus Protection.  Existem vírus que reescrevem o setor de boot dos HDs. Este ítem, se habilitado, avisa ao usuário caso algum programa tente escrever no setor de boot. Pode se deixar habilitado caso use o micro normalmente. Nas ocasiões em que se fizer algum particionamento, instalação de sistemas operacionais como Windows ou Linux , que reescrevem a MBR ou uso de programas de diagnóstico de HDs, deve se desabilitar esta opção, caso contrário, ela vai entender que é um vírus que está tentando escrever na MBR( como você sabe, vírus é um programa também e o SETUP não tem capacidade de separar o joio do trigo,..). Um detalhe importante: Esta proteção vale somente para as interfaces IDE on board. Se você tiver um HD SCSI ou uma interface IDE numa controladora a parte, esta proteção antivirus não vai valer de nada.

É de suma importância ressaltar que apesar de ser um meio de proteção para a MBR, ela não protege os arquivos nem o sistema instalado no HD, ou seja, o velho ( velho nada cara, ainda não atualizou? Então atualize agora:-) antivirus é primordial. 

Quick Boot -  em outros SETUPS Quick Power on Self Test. Esta opção serve para evitar que se faça um teste mais rigoroso dos componentes no boot do micro. Quando esta opção está desabilitada, nota-se claramente um atraso no boot, devido a quantidade de testes de memória, que aumentam. Esta opção deve ser desabilitada somente logo após a montagem do micro, na instalação de algum componente, observar problemas ou se você tiver um HD muito antigo que demore para acordar e o seu SETUP não tenha o ítem  Delay IDE Initial ( explicarei sobre esta opção na segunda parte deste artigo ). Fora estas opções, este ítem deve ser deixado habilitado para que o boot seja mais rápido.

1º boot Device, 2º Boot Device, 3º Boot Device Aqui você escolhe qual o dispositivo a dar o boot. Escolha os dispositivos pela sequencia. Por exemplo, se você quer que o micro procure o boot primeiro no drive de disquete, se não houver disquete no drive, que o micro tente dar o boot pelo CD-ROM, se não houver  CD-ROM no drive, que procure boot no HD, os itens ficariam configurados assim:

1º Boot Device – Floppy
2º Boot Device – CD-ROM
3º Boot Device – IDE-0

Mas para que isso aconteça, o ítem  Try Other Boot Device  que vem logo após os itens citados acima, deve estar habilitado. Caso contrário o micro buscará o boot somente no drive de disquete e se não houver disquete bootável nele., o micro suspenderá a atividade.
Vale ressaltar que o drive IDE-O é o primeiro disco da inteface IDE, IDE-1 o segundo e por aí vai.
Digamos que você tenha um HD na Primary Master este será IDE-0. Se tiver outro na Primary Slave, este será IDE-1, ok?

Este ítem em outros SETUPs pode ser chamado de  Boot Sequence e geralmente vem com ordens para se escolher, como A,C,CD-ROM ou SCSI, CD-ROM, A ou C,CD-ROM, A ou mesmo D, CD-ROM, A  
Note que o C é o 1º HD instalado na interface IDE, D é o 2º assim como o IDE-0 e IDE-1. A é o drive de disquete, SCSI , controladora SCSI e por aí vai. Não é difícil né?:-)

S.M.A.R.T. for Hard Disks -  ou HDD Smart Capability.  Esta opção deve estar sempre habilitada. Self Monitoring for Analisys and Reporting, como o próprio nome fala, é um auto monitoramento que os HDs mais atuais podem fazer para reportar situações críticas de seu estado, podendo alertar ao usuário antes que seja tarde demais. Sempre lembrando que esta opção é mais uma ferramenta de ajuda e não uma solução divina. Então não pense que habilitando esta opção ela possa lhe avisar com 100% de certeza que seu HD vai parar de funcionar no dia seguinte:- /

Boot Up NumLockSe quiser que o teclado numerico funcione logo após o boot, deixe este ítem em On. Caso contrário: Off

Floppy Drive SwapEste ítem só é válido para quem tem dois drives de disquete ( você ainda tem? ). Serve para fazer a troca das letras dos drives. Por exemplo, se você tem dois drives, um deles vai ser o A  e o outro, B. Habilitando se esta opção, o drive B vai passar a ser o A  e vice versa. Entendeu? Ah, quer saber o porque deste ítem? OK. No passado era comum o uso de dois drives de disquete. Um de 3 ½  e outro de 5 ¼ . Como o drive de 5 ¼  era mais antigo, geralmente ele vinha nos micros como drive A. O drive 3 ½ era usado como drive B. Este ítem do SETUP então serviu para que os usuarios não tivessem que abrir o micro e trocar os cabos para usar o drive 3 ½ como A.

Floppy Drive Seekou  Boot Up Floppy Seek .  Quer trancar um pouquinho o boot? Então habilite este ítem. Porque ele só serve para isso e também caso tenha acabado de montar um micro ou instalado um drive de disquete para ver se está com problemas. Ele serve para fazer um teste no drive de disquete verificando se está tudo ok com ele. Caso exista algum problema, será emitido um aviso de erro . Antigamente tinha-se uma outra utilidade que era verificar se o drive trabalhava com 40 ou 80 trilhas. Na verdade ele ainda faz, só que isto atualmente é completamente inútil pois todos os drives de disquete atuais são de 80 trilhas:-)
Então, se você não está relacionado em nenhum dos casos citados acima, deixe este ítem desabilitado.

Password Check -  ou Security Option.  Aqui você escolhe se a senha que for definida no ítem Change Password ou Passord Setting seja utilizada somente para entrar no SETUP ( SETUP ) ou ao ligar o micro ( Always ou System ). Aqui cabe algumas observações: Este ítem só tem alguma utilidade se você inserir a senha no ítem  Change Password ou Passord Setting  caso contrário poderá se entrar no SETUP ou sistema sem senha alguma. É verdade que se definir uma senha para o sistema, o acesso local será dificultado para estranhos mas vale dizer que se alguém com um mínimo conhecimento de hardware quiser entrar no seu sistema localmente de qualquer jeito, poderá fazê-lo se abrir o micro de der um CCMOS.
Falando em CCMOS, na maioria das máquinas, este é o único jeito de entrar no SETUP ou sistema ( dependendo da escolha feita ) caso tenha esquecido a senha.

Boot to OS/2>64MB -  Sempre existiram sistemas operacionais além da Microsoft. E alguns destes eram até melhores do que os dela, como o OS/2, um sistema da IBM que era muito estável e amigável mas que sucumbiu, pois além de ser um sistema proprietário, a grande maioria dos programas geralmente eram feitos para Windows deixando este sistema literalmente na mão.
Este ítem é para aqueles poucos usuários deste sistema operacional que tenham mais de 64 MB de memória. Se você for um deles é necessário habilitar este ítem pois o OS/2 trabalha a memória acima de 64MB de um modo diferente. Caso o seu sistema operacional não seja o OS/2, deixe-o desabilitado.


L1/L2 Cache
-  Aqui, temos um ítem onde o cache L1 e L2 podem ser habilitados ou desabilitados. Os processadores atuais, desde o Pentium II, tem o cache L2 integrados. Os mais atuais o tem integrado ao die. Se desabilitarmos esta opção o desempenho do micro vai cair absurdamente, tornando quase que inutilizável ( bem, pelo menos para mim, com certeza o será:-). Mas ela pode ser extremamente útil para diagnosticar defeitos, por exemplo, se o micro trava constantemente ou está extremamente instável, pode se desabilitar o cache para verificar se o micro para de dar problemas. Neste caso poderemos isolar o problema com eficácia. De qualquer modo, se o problema do cache for em processadores novos, perde se o mesmo, tendo que trocá-lo.
Já nas placas mais antigas, como as de soquete super 7, o cache L2 ficava na placa mãe, sendo somente o cache L1 pertencente ao processador. Se nos depararmos com um micro deste tipo e que esteja problemático, ao desabilitarmos a cache L2, este não der problemas, teremos que trocar o pente de memória cache ( chamado de memória Coast ). Se a memória cache L2 for soldada, então devemos desabilita-la definitivamente. É verdade que o desempenho vai cair muito, mas será melhor do que ver tela azul ou travamentos de 2 em 2 minutos:-)

 
System Bio Cacheable – existe também a opção Video Bios Cacheable além desta. É uma opção que deve ser mantida desabilitada, a não ser que você seja um usuário do MS-DOS. Esta função serve para que o conteudo da BIOS da placa mãe ( no caso da System BIOS Cacheable ) e da placa de vídeo ( Video BIOS Cacheable ) seja copiada para a memória RAM, notadamente a cache L2. Nos sistemas DOS esta opção realmente dá um ganho de desempenho considerável mas para quem usa sistemas como Linux e Windows não melhora em nada. Pelo contrário, perde se um espaço na cache que pode ser muito valioso.

 
Power Management Setup

 
É aqui que o usuário faz as configurações de gerenciamento de energia do sistema. Nesta opção, o usuario poderá determinar se após algum tempo sem atividade o micro possa desligar seus discos rígidos, monitor, ou até mesmo entrar num estado de inércia quase total, podendo desligar até o cooler do processador. Na realidade, atualmente este ítem perdeu muita importância em suas configurações porque sistemas mais utilizados como o Linux e Windows podem ser configurados perfeitamente para gerenciar a energia do computador não havendo necessidade de especificá-los através do SETUP.
Existem alguns itens onde o usuário pode determinar se o micro poderá “ligar” ao receber algum sinal via modem, como uma chamada telefônica, por exemplo.

Mas preste atenção: existe um ítem nesta opção que é de suma importância que seja configurado para que alguns sistemas como o Windows XP/2000 e o Linux e até mesmo placas mãe, como a M810 possam funcionar perfeitamente sem problemas. É o ítem Power Management.

 
Power Management – O usuário não pode deixar de ter atenção com este ítem porque é aqui que ele especificará se o micro poderá trabalhar com ACPI ou não. Existem outras opções também como a APM ou APM/ACPI, mas é a ACPI que deve ser levada em questão porque ao ser habilitada, sistemas operacionais como Windows 2000 e XP e Linux poderão trabalhar sem maiores problemas, principalmente se a placa em questão for ATX. Placas mãe como as M810 precisam ter a ACPI  habilitada para que possam trabalhar bem e até mesmo com desempenho ótimo. Veja maiores detalhes sobre ACPI  no meu artigo como a ACPI pode resolver seus problemas.

 
Ring on Power On – Este ítem é interessante caso você queira deixar o micro com uma secretária eletrônica ou um Fax/modem e não queira deixa-lo ligado diretamente. Ao receber algum sinal da linha telefônica, o micro “acorda” e poderá receber a chamada.

 
RTC Alarm Power on / Date /Hour / Minute / Second – Outro ítem interessante para quem quer deixar o micro desligado mas agendado para ligar numa determinada hora ou dia. Muito bom para tarefas agendadas.

Existem outros itens como Standby Time out e Suspend Time Out, que servem para deixar o micro em estado de espera e suspenso respectivamente após determinado tempo especificado, Display Time Out,  para desligar o monitor após determinado tempo e  Hard Disk Time Out, para desligar os HDs. Como sempre lembrando que estas opções podem ser configuradas facilmente nos sistemas operacionais utilizados atualmente.

 

PCI / Plug and Play Setup

 

Plug and Play Aware O/S – O interessante neste ítem é que o usuário com menos experiência ( e até muitos com experiência ) pode pensar que este seja recomendável deixar em yes pois os sistemas atuais, são plug’n’play. E até mesmo a recomendação de alguns manuais é deixá-lo como tal. Mas na prática a coisa é bem diferente e tem se revelado o contrário. Para que se entenda melhor explicarei o que este ítem faz:
Quando se deixa este parâmetro em YES, todas as configurações de IRQ, DMA, endereços de I/O são gerenciadas pelo sistema operacional. O BIOS não se intromete. Isto pode gerar erros e conflitos pois por incrível que pareça, o BIOS tem um controle melhor sobre estes parâmetros. Ao se deixar o parâmetro em NO, o BIOS passa a tomar conta das configurações e as repassa prontinhas para o sistema operacional, reduzindo drasticamente o risco de conflitos ou problemas. Então, antes de instalar o sistema operacional, deixe esta opção em NO, de preferencia.


Share Memory Size –
Parâmetros como esse são comuns em placas mãe com vídeo on board. Através dele pode se escolher a quantidade de memória do sistema que será ”roubada” para o uso da memória de vídeo.

 
O/S Control – Se o seu sistema operacional é japonês, deve ser selecionado aqui. Caso contrário, não:-)

 
Primary Graphics Adapter – Aqui você poderá escolher qual placa de vídeo poderá ser inicializada primeiro. Opções AGP ou PCI.

 
Allocate IRQ for PCI VGA -  Para deixar uma IRQ reservada para a placa de vídeo. Deve se deixar esta opção habilitada, de preferência, pois muitas placas de vídeo pedem uma IRQ.

 
Load Optimal Settings

 
Em muitas placas mãe esta opção pode vir como Load Bios Defaults ou Load Fail – Safe Defaults. Ao carregar esta opção, o SETUP será configurado com as opções mais apropriadas para que o micro trabalhe sem falhas. Em compensação este terá o seu desempenho drasticamente reduzido. Sendo assim, carregue esta opção somente se tiver que isolar algum problema ou se o micro estiver extremamente instável.
Ao se carregar esta opção ( é só teclar ENTER ) ele lhe pedirá uma confirmação ( Y ou N ) para que a alteração seja efetuada.

 
Load Best Perfomance Settings

 
Na maioria dos micros esta opção chama-se Load Setup Defaults ou Load Optimized Defaults. Escolhendo se esta opção, o micro carregará uma configuração pre determinada para que tenha um melhor desempenho. Caso você seja um usuário ou montador com pouca experiência em otimização no SETUP, carregue esta opção pois assim o micro trabalhará bem. É lógico que se você conhece os segredos do SETUP de sua placa mãe poderá descartar esta opção e fazer os seus próprios ajustes. De qualquer modo é sempre bom marcá-la antes de mexer no SETUP pois deste jeito poderá pré-configurá-lo de um modo ótimo.
Como no caso do ítem anterior, ele pede uma confirmação após fazer a opção.

OBS: Estas duas opções relacionadas acima alteram toda a configuração do SETUP exceto o STANDARD CMOS SETUP.

 

 Features Setup

 
Aqui podemos configurar alguns parâmetros para os periféricos conectados no sistema.

OnBoard FDC – É aqui que você habilita a controladora de disquetes da placa mãe. Se você é do tipo que acha disquete coisa do tempo dos dinossauros e não usa mais, pode desabilitar tranquilamente. Caso contrário, deixe a habilitada para que o drive funcione.

 
OnBoard Serial Port -  Aqui pode-se determinar se a porta serial será habilitada ou não. Se habilitá-la, pode se determinar o endereço de I/O e IRQ. O Default é para Serial 1 = 3F8h/IRQ4 e Serial 2 = 2F8h/IRQ3
Existem alguns SETUPs na qual poderá de verificar que as opções são COM1, COM2, etc.
Existe a opção AUTO, na qual a escolha dos endereços é feita automaticamente. Dê preferência ao default do SETUP, que é citado acima.

 
Onboard Parallel Port –
Esta função serve para habilitar ou desabilitar a porta paralela do micro bem como definir um endereço para ela. O default é 378h.

 
Parallel Port Mode -  Este parâmetro serve para definir o modo de operação da impressora instalada na porta paralela. O modo normal é o mais antigo e lento. Geralmente pode se encontrar ao invés da opção normal, a opção SPP que é equivalente a opção normal. Os modos ECP e EPP são mais rápidos e eficientes. De todos, o mais eficiente é o modo ECP, pois este tem a possibilidade de usar um canal DMA, diminuindo a carga sobre o processador. Existem SETUPs onde existe a opção ECP+EPP que é um misto dos dois modos. Dê preferência sempre ao modo ECP ou ECP+EPP a não ser que sua impressora seja antiga e não consiga trabalhar num destes modos.

 
Parallel Port IRQ -
 Se a porta paralela estiver habilitada nos itens anteriores, deve se definir uma IRQ. Na maioria dos SETUPs há somente duas opções 5  ou 7. Dê preferência a IRQ 7, pois algumas placas de som usam a IRQ 5.

 
Parallel Port DMA – Caso tenha definido o modo ECP ou ECP+EPP no ítem Parallel Port Mode, deve se escolher um canal DMA para a mesma. O default é 3.

 
OnBoard Game Port – Esta opção deve ser comumente encontrada nas placas mãe com som onboard. Geralmente vem com uma porta on board para conectar joysticks. Este ítem é justamente para habilitar ou desabilitá-la. Como no caso de outras portas, deve se designar um endereço de I/O.

 
OnBoard MIDI Port -   Como no caso da OnBoard Game Port.  Se seu som onboard estiver habilitado, pode se habilitar ou desabilitar esta porta, caso queira trabalhar com instrumentos musicais. Como no caso de outras portas, deve se definir um endereço de I/O.

 
MIDI Port IRQ – Como o próprio nome do ítem sugere, define-se um endereço IRQ para a porta MIDI.

 
OnBoard PCI IDE -  Praticamente todas as placas mãe atuais tem controladora IDE on board, para que se conecte HDs, CD-Roms etc.... Aqui você pode habilitar a controladora primaria, secundária, ou ambas ( both ). Este ítem só deve ser desabilitado se o seu padrão de HDs é SCSI ou se usa uma controladora PCI caso contrário deve estar habilitado. Senão seu HD e CD-ROM não vão funcionar:-)

 
AC’97 Sound –  Como você deve saber, a M810 tem som on board. O chip de audio dela é o AC’97. E é este que deve ser habilitado, caso queira-se usar o som onboard. Se a sua placa mãe usa outro chip, deve se verificar qual é. Mas não é difícil pois geralmente nos SETUPs vem especificado como Sound On board . Para se usar as portas de game e MIDI on board, o som on board deve estar habilitado também.

 
AC’97 Modem – Se você gosta de “grandes desafios” e não faz questão de uma conexão boa, provavelmente está querendo usar o modem on board que vem com esta placa:-)
Então para isso, deve se habilitar este ítem, pois é ele que habilita ou desabilita o modem( se é que pode se chamar isto de modem:-)
Caso você goste de usar um modem com qualidade, então antes de espetá-lo na placa, deve se desabilitar este ítem:-)
Como no caso do som, em outras placas poderá se ver parâmetros como Modem on board.

 
OnBoard LAN – Outro ítem que vem “de presente” on board na M810. Esta é a placa de rede on board dela. Como nos exemplos do som e modem, serve apenas para habilita-la ou desabilitá-la. Se você tem uma placa de rede para espetar na sua placa mãe, deve se desabilitar este ítem antes a não ser que queira usar duas placas de rede:-)
Em alguns SETUPs, este parâmetro pode vir como onboard MAC ou algo parecido. Lembrando que este ítem, assim como no caso de modens ou som, só existirá caso a placa mãe venha com os mesmos on board.

 
USB Function Support –
Este parâmetro serve para habilitar a controladora USB. Geralmente, esta fica desabilitada caso o usuário não use dispositivos USB, mas eu recomendaria que esta ficasse habilitada. Logo adiante explico o porque.

 
USB Function for DOS – Esta serve para habilitar o funcionamento do teclado USB em DOS também. Muitos usuários a deixam desabilitada pois não vêem função para ela. Como no caso do parâmetro USB Function, recomendaria a sua habilitação porque se acontecer o grande azar de queimar a porta comum do teclado, pode se usar um teclado USB no sistema operacional. Se esta função estiver desabilitada, o usuario não conseguirá mudar os parâmetros do SETUP porque o teclado não funcionará nele. Reinventando o dito popular, diria “é melhor prevenir do que não ter mais remédio”:-)

 

CPU PnP Setup

 
Se você é do tipo que não gosta de deixar tudo automaticamente ou é um overclocker, é aqui que terá que colocar a mão:-)
Nesta opção, define-se manualmente a frequencia do processador e memórias. É evidente que uma placa mãe como a M810 não tem muitos recursos e nem foi feita para isso. Se você gosta de fazer overclock esta não é uma placa para você:-)
De qualquer modo, esta opção pode servir de informação para o usuário verificar a voltagem, frequencia, etc..

 
CPU BRAND/Type/Core Voltage/Ratio/Frequency – Respectivamente, tipo de processador, voltagem do core, taxa de multiplicação para alcançar frequencia interna e FSB

 
CPU Speed e DRAM Frequency – Respectivamente, frequencia  interna do processador e frequencia de trabalho da memória.
Como pode ver, é muito simples. Tão simples que nem é muito adequado mexer nestes parâmetros. Existem placas mãe que tem muito mais itens, podendo se fazer ajustes finos. Alguns destes parâmetros podem ser vistos na segunda parte deste artigo clicando aqui.

É evidente que estes parâmetros devem ser alterados somente por quem souber exatamente o que está fazendo.

 

Hardware Monitor

 
Eis uma parte do SETUP que serve somente como informação. E muito valiosa por sinal. Aqui pode se ver a temperatura do processador e sistema, velocidade de rotação das FANs ligadas à placa mãe e voltagens da fonte. Atualmente existem muitos programas de monitoração que rodam no sistema, fazendo com que o usuário não tenha necessidade de reiniciar para entrar no SETUP e verificar o estado do sistema, mas de qualquer modo é muito importante a existência desta opção. OBS: Em algumas placas, esta opção se chama PC Health Status.

 
Change Password

 
Esta opção foi citada anteriormente em Password Check. Uma faz parte da outra:-) Em Password Check define-se onde a senha será pedida
Ao ligar o sistema ou no SETUP e aqui é onde se define a senha de fato.:-)
Em alguns SETUPs, existe a opção de remover a senha. Em algumas placas existe até um jumper específico para removê-la. Mas na grande maioria das placas mãe a senha é removida somente se der um ClearCMOS ou seja, se apagar todas as configurações do SETUP.

 
Exit

 
Ufa! Agora é hora de teclar aqui, escolher se salva as alterações ou não:-)
Você poderá encontrar em outros SETUPs mais algumas opções como por exemplo, Save & Exit Setup ( para salvar as alterações e sair do SETUP ) e  Exit Without Saving ( sair do SETUP sem salvar as alterações ).
Você pode sair do SETUP sem salvar nada se teclar ESC também. Ele lhe pedirá uma confirmação. A tecla F10 serve para sair do SETUP salvando as alterações.

Bem, aqui eu abordei as opções encontradas no SETUP da M810. Na segunda parte deste artigo abordarei parâmetros comumente encontrados na maioria das placas mãe.

Abraços:-)


Ir para a segunda parte deste artigo

Caso tenha alguma dúvida, crítica ou sugestão a fazer: 

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