

SETUP –
Configurações Gerais – Parte 1
06 de fevereiro
de 2003
Postado por: Thadeu Camargo
Podemos dizer que se um
computador tem alma, esta seria a BIOS. É
através dela que ele sabe quem é. O que faz e pra que
serve. Sem uma BIOS
funcional, um micro simplesmente não liga. Não serve para
nada.
Quando falamos em BIOS, na realidade estamos falando de 3
programinhas básicos que ficam armazenados num chip de
memória ROM situada na
placa mãe, na qual é comumente chamada de ROM-BIOS. Este
chip, apesar de ser
uma memória ROM, pode ser regravada via software, pois na
verdade é uma memória
do tipo FLASH ROM. Logicamente isso depende muito do ano de
fabricação da placa
mãe, pois as mais antigas eram chips EPROM, regraváveis
somente através da
exposição de raios ultra violeta. Graças ao fato
das FLASH ROMs poderem ser regravadas via
software,
estas podem ser atualizadas facilmente, podendo corrigir bugs das BIOS
mais
antigas resolvendo problemas crônicos do micro, adquirindo
suporte para novos
dispositivos ou até mesmo melhorando o desempenho. Isso
você poderá ver com
mais detalhes no artigo atualizando
a bios .
Bem, voltando a explicação dos 3 programinhas que
compõem a
ROM-BIOS, são estes : BIOS, POST e SETUP
O usuário
não pode interferir na BIOS. Já no SETUP a coisa muda de
figura. Ele é feito para que o usuário diga como o micro
vai funcionar, se vai
ter senha de acesso, definir hora e data, se tem drive de disquete ou
HD, etc..
É verdade que embora algumas funções antes
determinadas pelo
usuário, como no caso dos drives IDE, sejam automatizadas pelas
BIOS mais
recentes, muitos parâmetros ainda precisam de um direcionamento
do usuário para
que o micro funcione corretamente e de modo otimizado.
Mas
se o SETUP está
situado numa memória do tipo ROM como é que poderei fazer
as alterações
devidas?
Esta é uma
pergunta muito comum e que geralmente deixa os usuários confusos
pois a memória FLASH ROM pode ser regravada mas não
facilmente, sendo
necessário um programa específico para isso. Para que o
usuário possa interagir
facilmente com o SETUP, é preciso que as
alterações feitas sejam armazenadas
numa memória RAM, que é de fácil
regravação.
Esta memória RAM é armazenada num chip chamado CMOS.
Mas existe um detalhe importante: A memória RAM é
volátil, ou seja,
se não houver energia, o conteúdo dela se perde.
Então a cada vez que se
desligasse o micro, perderiam-se as configurações antes
feitas no SETUP. Para
que isso não aconteça, este chip CMOS é alimentado
por uma bateria
constantemente.
Se a bateria acabar, deve ser trocada e o SETUP deve ser novamente
reconfigurado. Quando a bateria está fraca, frequentemente
ocorre erros de checksum ou os HDs não
são reconhecidos,
ou mesmo o micro para no boot e pede para entrar no SETUP para
reconfigurá-lo.
É lógico que deve primeiro trocar-se a bateria para
depois mexer no SETUP.
Erro de checksum , na
realidade é a constatação de problemas na
verificação da BIOS nesta memória. O
que ele simplesmente faz é verificar se os valores que estavam
gravados na CMOS
estão realmente lá. Se houver algum erro ( no caso, dados
perdidos devido a
bateria fraca ) ocorre o checksum error
. Então o usuário deverá reconfigurar o SETUP.
Se
fizer besteira no
SETUP...
Um recurso muito utilizado pelos usuários mais experientes e
técnicos ao fazer mudanças no SETUP que ocasionem erros
no micro, ou mesmo após
um overclock mal sucedido, é zerar a CMOS. Isto é,
colocar o SETUP do jeito que
veio ao mundo:-)
Este procedimento é comumente chamado de ClearCMOS
ou CCMOS.
Isto pode ser feito simplesmente retirando a bateria que a alimenta
durante alguns segundos. Na maioria das placas mãe também
existe um jumper que
ao ser mudado de lugar, faz o mesmo efeito. A localização
do jumper na placa e
o modo de jumpeamento para fazer isso, você encontra no manual de
sua placa
mãe.
Ítens
do SETUP
Pra começo de
conversa, o montador deve saber pelo menos os princípios
básicos do SETUP para que o micro funcione estavelmente ( se
souber bem como
mexer no SETUP, melhor ainda. O usuário só tem a ganhar
:-) O técnico deve
conhecer bem os ítens para que possa fazer um bom trabalho de
manutenção nas
máquinas que estiverem em suas mãos e o usuário
deve conhecer o mínimo para que
não fique em maus lençóis se tiver que trocar um
HD por exemplo...
Existem alguns ítens que são muito simples, outros exigem
um certo
conhecimento e ainda existem aqueles que são destinados somente
aos “experts”.
Uma dica: Não tente bancar o “tal” no SETUP sob pena de se
arrepender
profundamente. Conhece aquele ditado de “faca de dois gumes”? Pois
é. Uma
mexida correta no SETUP pode melhorar sensívelmente o desempenho
e resolver
problemas, mas uma alteração mal sucedida pode fazer com
que o micro fique
lento ou trave de tal ponto que somente uma CCMOS poderá
resolver.
Cada placa mãe, ou
cada versão de BIOS, tem diferenças em seus
SETUPs. Pode ocorrer até de existirem SETUPS diferentes para a
mesma placa mãe,
basta que uma versão de BIOS seja diferente da outra. É
evidente que existem
ítens que são, de certo modo, default para a maioria das
placas. Uma boa dica
para conhecer melhor o SETUP de sua placa mãe, principalmente se
esta tiver
alguns ítens diferentes ou personalizados é dar uma boa
lida no manual. Tendo
dúvidas, tente esclarecê-las na documentação
no site do fabricante.
Nesta primeira parte deste
artigo procurei focalizar o SETUP da
placa mãe PCChips M810. Este é um modelo muito comum nos
micros brasileiros e
tem um SETUP muito simples, com itens que geralmente se encontram na
maioria
das placas mãe. Se a sua placa mãe é uma ASUS
A7V333, DragonPlus, Soltek
SL-75DRV5 , MSI KT3 Ultra ou outra placa
mãe de linha, com certeza encontrará itens que não
serão abordados aqui. Como
disse antes, se você tem uma placa mãe com itens
diferentes, consulte o seu
manual. Seria impossível abordar todos os itens “personalizados”
de todas as
placas mãe...
Existem alguns itens que eram comuns em placas mais antigas.
Notadamente com referências a barramentos ISA, que são
raríssimos hoje em dia.
Abordarei alguns destes itens pois pode ser de grande valia para aquele
usuário
que tem um Pentium 100, por exemplo. Outros itens que são
praticamente default
na maioria das placas mãe também serão citados.
O SETUP da M810 é
acessado teclando-se DEL ao
ligar o micro. Alguns
SETUPS, como alguns modelos da Compaq são acessados pela tecla F10. Existem outros onde deve se
apertar a tecla Ins, F1, F8, e por
aí vai. De qualquer modo, geralmente na tela de POST ( onde
acontece a contagem
da memória ) aparece uma mensagem indicando qual a tecla a ser
pressionada para
entrar no SETUP. Se o seu
micro não tiver mensagem nenhuma
indicando qual é a tecla a acessar para entrar no SETUP,
consulte o manual de
sua placa mãe ou então acesse o site do fabricante e
consulte a documentação.
Standard
CMOS Setup
Advanced
Setup
Power Management Setup
PCI / Plug and Play Setup
Load Optimal Settings
Load Best Perfomance Settings
Features Setup
CPU PnP Setup
Hardware Monitor
Change Password
Exit
Chipset Features Setup
IDE HDD Detection
Integrated Peripherals
Isto dependerá, como
sempre, da versão da BIOS de sua placa mãe:-)
Após o ítem dos dispositivos IDE, verá o
ítem para configurar o
drive de disquete. Existe a opção Floppy
Drive A e Floppy Drive B. Se você é do tipo que gosta
de usar dois drives
de disquete ( não sei pra que, mas vá lá,..:-)
configure-os conforme a sua
capacidade ( 360KB; 720KB, 1.44MB ou 2.88MB ). O padrão é
1.44MB ( 3 ½ polegadas ).
Em alguns SETUPS existe o ítem Video.
Este deve ser deixado na opção EGA/VGA, que é
o padrão para os vídeos
atuais. Também é muito comum encontrar o ítem Halt on. Este é
interessante
pois trava o boot do micro se houver algo errado conforme a
opção escolhida. As
opções mais comuns são: All erros
(
para com qualquer tipo de erro ), No
errors ( não para o boot, mesmo se houver problemas ) e All but keyboard ( para em qualquer erro
exceto erros no teclado ).
É interessante deixá-la na
opção All Errors.
Outra opção na qual o usuário ou técnico
poderá colocar a sequência
de boot e fazer algumas configurações mais
avançadas. Deve se ressaltar que nos
SETUPs de outras placas mãe pode ser chamada de BIOS
Features Setup ou Advanced CMOS Setup.
É de
suma importância
ressaltar que apesar de ser um meio de proteção para a
MBR, ela não protege os
arquivos nem o sistema instalado no HD, ou seja, o velho ( velho nada
cara,
ainda não atualizou? Então atualize agora:-) antivirus
é primordial.
1º Boot
Device – Floppy
2º Boot Device – CD-ROM
3º Boot Device – IDE-0
Vale ressaltar que o drive IDE-O é o primeiro disco da inteface
IDE, IDE-1 o segundo e por aí vai.
Digamos que você tenha um HD na Primary Master este será
IDE-0. Se
tiver outro na Primary Slave, este será IDE-1, ok?
Este ítem em outros
SETUPs pode ser chamado de Boot
Sequence
e geralmente vem com ordens para se escolher, como A,C,CD-ROM
ou SCSI, CD-ROM, A ou C,CD-ROM, A
ou mesmo D, CD-ROM, A
Note que o C é o 1º HD
instalado na interface IDE, D é o 2º
assim como o IDE-0 e IDE-1. A é
o drive de disquete, SCSI , controladora SCSI e por
aí vai.
Não é difícil né?:-)
Então, se você não está relacionado em
nenhum dos casos citados
acima, deixe este ítem desabilitado.
Falando em CCMOS, na maioria das máquinas, este é o
único jeito de
entrar no SETUP ou sistema ( dependendo da escolha feita ) caso tenha
esquecido
a senha.
Este ítem é para aqueles poucos usuários deste
sistema operacional
que tenham mais de 64 MB de memória. Se você for um deles
é necessário
habilitar este ítem pois o OS/2 trabalha a memória acima
de 64MB de um modo diferente.
Caso o seu sistema operacional não seja o OS/2, deixe-o
desabilitado.
L1/L2 Cache
- Aqui, temos um ítem onde o cache L1 e L2
podem
ser habilitados ou desabilitados. Os processadores atuais, desde o
Pentium II, tem
o cache L2 integrados. Os mais atuais o tem integrado ao die. Se
desabilitarmos
esta opção o desempenho do micro vai cair absurdamente,
tornando quase que
inutilizável ( bem, pelo menos para mim, com certeza o
será:-). Mas ela pode
ser extremamente útil para diagnosticar defeitos, por exemplo,
se o micro trava
constantemente ou está extremamente instável, pode se
desabilitar o cache para
verificar se o micro para de dar problemas. Neste caso poderemos isolar
o
problema com eficácia. De qualquer modo, se o problema do cache
for em
processadores novos, perde se o mesmo, tendo que trocá-lo.
Já nas placas mais antigas, como as de soquete super 7, o cache
L2
ficava na placa mãe, sendo somente o cache L1 pertencente ao
processador. Se
nos depararmos com um micro deste tipo e que esteja
problemático, ao
desabilitarmos a cache L2, este não der problemas, teremos que
trocar o pente
de memória cache ( chamado de memória Coast ). Se a
memória cache L2 for
soldada, então devemos desabilita-la definitivamente. É
verdade que o
desempenho vai cair muito, mas será melhor do que ver tela azul
ou travamentos
de 2 em 2 minutos:-)
System Bio
Cacheable – existe
também a opção Video
Bios Cacheable além
desta. É uma opção que deve ser mantida
desabilitada, a não ser que você seja
um usuário do MS-DOS. Esta função serve para que o
conteudo da BIOS da placa
mãe ( no caso da System BIOS Cacheable ) e da placa de
vídeo ( Video BIOS
Cacheable ) seja copiada para a memória RAM, notadamente a cache
L2. Nos
sistemas DOS esta opção realmente dá um ganho de
desempenho considerável mas
para quem usa sistemas como Linux e Windows não melhora em nada.
Pelo
contrário, perde se um espaço na cache que pode ser muito
valioso.
Power
Management Setup
É aqui que o
usuário faz as configurações de gerenciamento de
energia do sistema. Nesta opção, o usuario poderá
determinar se após algum
tempo sem atividade o micro possa desligar seus discos rígidos,
monitor, ou até
mesmo entrar num estado de inércia quase total, podendo desligar
até o cooler
do processador. Na realidade, atualmente este ítem perdeu muita
importância em
suas configurações porque sistemas mais utilizados como o
Linux e Windows podem
ser configurados perfeitamente para gerenciar a energia do computador
não
havendo necessidade de especificá-los através do SETUP.
Existem alguns itens onde o usuário pode determinar se o micro
poderá “ligar” ao receber algum sinal via modem, como uma
chamada telefônica,
por exemplo.
Mas preste
atenção: existe um ítem nesta
opção que é de suma
importância que seja configurado para que alguns sistemas como o
Windows
XP/2000 e o Linux e até mesmo placas mãe, como a M810
possam funcionar
perfeitamente sem problemas. É o ítem Power
Management.
Power
Management – O
usuário não pode deixar de ter atenção
com este ítem porque é aqui que ele especificará
se o micro poderá trabalhar
com ACPI ou não. Existem outras
opções também como a APM ou APM/ACPI, mas é a ACPI que deve
ser levada em questão porque ao ser habilitada,
sistemas operacionais como Windows 2000 e XP e Linux poderão
trabalhar sem
maiores problemas, principalmente se a placa em questão for ATX.
Placas mãe
como as M810 precisam ter a ACPI habilitada
para que possam trabalhar bem e até
mesmo com desempenho ótimo. Veja maiores detalhes sobre ACPI no meu artigo como a ACPI pode resolver seus
problemas.
Ring on
Power On – Este
ítem é interessante caso você queira
deixar o micro com uma secretária eletrônica ou um
Fax/modem e não queira
deixa-lo ligado diretamente. Ao receber algum sinal da linha
telefônica, o
micro “acorda” e poderá receber a chamada.
RTC Alarm
Power on / Date
/Hour / Minute / Second – Outro
ítem interessante para quem quer deixar o micro desligado mas
agendado para
ligar numa determinada hora ou dia. Muito bom para tarefas agendadas.
Existem outros itens como Standby Time out e Suspend
Time Out, que servem para deixar o micro em estado de espera e
suspenso
respectivamente após determinado tempo especificado, Display Time Out, para
desligar o monitor após determinado tempo
e Hard
Disk Time Out, para desligar os HDs. Como sempre lembrando que
estas
opções podem ser configuradas facilmente nos sistemas
operacionais utilizados
atualmente.
PCI
/ Plug and Play Setup
Plug and Play
Aware O/S – O
interessante neste ítem é que o usuário
com menos experiência ( e até muitos com experiência
) pode pensar que este
seja recomendável deixar em yes pois
os sistemas atuais, são plug’n’play. E até mesmo a
recomendação de alguns
manuais é deixá-lo como tal. Mas na prática a
coisa é bem diferente e tem se
revelado o contrário. Para que se entenda melhor explicarei o
que este ítem
faz:
Quando se deixa este parâmetro em YES, todas as
configurações de IRQ, DMA, endereços de I/O
são
gerenciadas pelo sistema operacional. O BIOS não se intromete.
Isto pode gerar
erros e conflitos pois por incrível que pareça, o BIOS
tem um controle melhor
sobre estes parâmetros. Ao se deixar o parâmetro em NO, o BIOS passa a tomar conta das
configurações e as repassa
prontinhas para o sistema operacional, reduzindo drasticamente o risco
de
conflitos ou problemas. Então, antes de instalar o sistema
operacional, deixe
esta opção em NO, de preferencia.
Share Memory Size – Parâmetros como esse
são comuns em placas
mãe com vídeo on board. Através dele pode se
escolher a quantidade de memória
do sistema que será ”roubada” para o uso da memória de
vídeo.
O/S Control
– Se o seu
sistema operacional é japonês,
deve ser selecionado aqui. Caso contrário, não:-)
Primary
Graphics Adapter – Aqui você poderá
escolher qual placa de
vídeo poderá ser inicializada primeiro.
Opções AGP ou PCI.
Allocate
IRQ for PCI VGA - Para deixar uma IRQ reservada
para a placa
de vídeo. Deve se deixar esta opção habilitada, de
preferência, pois muitas
placas de vídeo pedem uma IRQ.
Load
Optimal Settings
Em muitas placas
mãe esta opção pode vir como Load Bios Defaults ou Load
Fail – Safe Defaults. Ao carregar esta opção, o
SETUP será configurado
com as opções mais apropriadas para que o micro trabalhe
sem falhas. Em
compensação este terá o seu desempenho
drasticamente reduzido. Sendo assim,
carregue esta opção somente se tiver que isolar algum
problema ou se o micro
estiver extremamente instável.
Ao se carregar esta opção ( é só teclar ENTER ) ele lhe pedirá uma
confirmação ( Y ou N )
para que a
alteração seja efetuada.
Load
Best Perfomance
Settings
Na maioria dos micros
esta opção chama-se Load Setup
Defaults ou Load
Optimized Defaults. Escolhendo se esta opção, o
micro carregará uma
configuração pre determinada para que tenha um melhor
desempenho. Caso você
seja um usuário ou montador com pouca experiência em
otimização no SETUP,
carregue esta opção pois assim o micro trabalhará
bem. É lógico que se você
conhece os segredos do SETUP de sua placa mãe poderá
descartar esta opção e
fazer os seus próprios ajustes. De qualquer modo é sempre
bom marcá-la antes de
mexer no SETUP pois deste jeito poderá
pré-configurá-lo de um modo ótimo.
Como no caso do ítem anterior, ele pede uma
confirmação após fazer
a opção.
Features
Setup
Aqui podemos configurar
alguns parâmetros para os periféricos
conectados no sistema.
OnBoard
Serial Port - Aqui pode-se determinar se a
porta serial será habilitada ou não.
Se habilitá-la, pode se determinar o endereço de I/O e
IRQ. O Default é para Serial 1 = 3F8h/IRQ4 e Serial 2 = 2F8h/IRQ3
Existem alguns SETUPs na qual poderá de verificar que as
opções são
COM1, COM2, etc.
Existe a opção AUTO, na
qual a escolha dos endereços é feita automaticamente.
Dê preferência ao default
do SETUP, que é citado acima.
Onboard Parallel Port –
Esta
função serve para habilitar ou
desabilitar a porta paralela do micro bem como definir um
endereço para ela. O
default é 378h.
Parallel
Port Mode - Este parâmetro serve para definir o modo
de
operação da impressora instalada na porta paralela. O
modo normal é o mais antigo e lento. Geralmente
pode se encontrar ao
invés da opção normal, a opção SPP
que é equivalente a opção normal.
Os
modos ECP e EPP são mais
rápidos e eficientes. De todos, o mais eficiente é o
modo ECP, pois este tem a
possibilidade de usar um canal DMA, diminuindo a carga sobre o
processador.
Existem SETUPs onde existe a opção ECP+EPP
que é um misto dos dois modos. Dê preferência sempre
ao modo ECP ou ECP+EPP a não
ser que sua impressora seja antiga e não consiga
trabalhar num destes modos.
Parallel Port IRQ - Se a porta paralela estiver
habilitada nos
itens anteriores, deve se definir uma IRQ. Na maioria dos SETUPs
há somente
duas opções 5 ou
7.
Dê preferência a IRQ 7, pois algumas placas de som usam a
IRQ 5.
Parallel
Port DMA – Caso
tenha definido o modo ECP ou ECP+EPP
no ítem Parallel Port Mode, deve se
escolher um canal DMA para a mesma. O default é 3.
OnBoard
Game Port – Esta
opção deve ser comumente encontrada
nas placas mãe com som onboard. Geralmente vem com uma porta on
board para
conectar joysticks. Este ítem é justamente para habilitar
ou desabilitá-la.
Como no caso de outras portas, deve se designar um endereço de
I/O.
OnBoard
MIDI Port - Como
no caso da OnBoard Game Port. Se seu som onboard
estiver habilitado, pode se habilitar ou desabilitar esta porta, caso
queira
trabalhar com instrumentos musicais. Como no caso de outras portas,
deve se
definir um endereço de I/O.
MIDI Port
IRQ – Como o
próprio nome do ítem sugere,
define-se um endereço IRQ para a porta MIDI.
OnBoard PCI
IDE - Praticamente todas as placas mãe atuais
tem
controladora IDE on board, para que se conecte HDs, CD-Roms etc....
Aqui você
pode habilitar a controladora primaria, secundária, ou ambas ( both ). Este ítem só deve ser
desabilitado se o seu padrão de HDs é SCSI ou se usa uma
controladora PCI caso
contrário deve estar habilitado. Senão seu HD e CD-ROM
não vão funcionar:-)
AC’97 Sound
– Como você deve saber, a
M810 tem som on board. O chip de audio dela
é o AC’97. E é este que deve ser habilitado, caso
queira-se usar o som onboard.
Se a sua placa mãe usa outro chip, deve se verificar qual
é. Mas não é difícil
pois geralmente nos SETUPs vem especificado como Sound On
board . Para se usar as portas de game e MIDI on board, o
som on board deve estar habilitado também.
AC’97 Modem
– Se
você gosta de “grandes desafios” e não
faz questão de uma conexão boa, provavelmente está
querendo usar o modem on
board que vem com esta placa:-)
Então para isso, deve se habilitar este ítem, pois
é ele que
habilita ou desabilita o modem( se é que pode se chamar isto de
modem:-)
Caso você goste de usar um modem com qualidade, então
antes de
espetá-lo na placa, deve se desabilitar este ítem:-)
Como no caso do som, em outras placas poderá se ver
parâmetros como
Modem on board.
OnBoard LAN
– Outro
ítem que vem “de presente” on board
na M810. Esta é a placa de rede on board dela. Como nos exemplos
do som e
modem, serve apenas para habilita-la ou desabilitá-la. Se
você tem uma placa de
rede para espetar na sua placa mãe, deve se desabilitar este
ítem antes a não
ser que queira usar duas placas de rede:-)
Em alguns SETUPs, este parâmetro pode vir como onboard
MAC ou algo parecido. Lembrando que este ítem, assim como
no caso de modens ou som, só existirá caso a placa
mãe venha com os mesmos on
board.
USB Function Support – Este parâmetro serve
para habilitar a
controladora USB. Geralmente, esta fica desabilitada caso o
usuário não use
dispositivos USB, mas eu recomendaria que esta ficasse habilitada. Logo
adiante
explico o porque.
USB
Function for DOS – Esta serve para habilitar o
funcionamento
do teclado USB em DOS também. Muitos usuários a deixam
desabilitada pois não
vêem função para ela. Como no caso do
parâmetro USB Function, recomendaria a
sua habilitação porque se acontecer o grande azar de
queimar a porta comum do
teclado, pode se usar um teclado USB no sistema operacional. Se esta
função
estiver desabilitada, o usuario não conseguirá mudar os
parâmetros do SETUP
porque o teclado não funcionará nele. Reinventando o dito
popular, diria “é
melhor prevenir do que não ter mais remédio”:-)
CPU
PnP Setup
Se você é
do tipo que não gosta de deixar tudo automaticamente ou é
um overclocker, é aqui que terá que colocar a
mão:-)
Nesta opção, define-se manualmente a frequencia do
processador e
memórias. É evidente que uma placa mãe como a M810
não tem muitos recursos e
nem foi feita para isso. Se você gosta de fazer overclock esta
não é uma placa
para você:-)
De qualquer modo, esta opção pode servir de
informação para o
usuário verificar a voltagem, frequencia, etc..
CPU
BRAND/Type/Core
Voltage/Ratio/Frequency – Respectivamente,
tipo de processador, voltagem do core, taxa de
multiplicação para alcançar
frequencia interna e FSB
CPU Speed e
DRAM Frequency
– Respectivamente,
frequencia interna do processador e
frequencia de trabalho da memória.
Como pode ver, é muito simples. Tão simples que nem
é muito
adequado mexer nestes parâmetros. Existem placas mãe que
tem muito mais itens,
podendo se fazer ajustes finos. Alguns destes parâmetros podem
ser vistos na segunda
parte deste artigo clicando aqui.
É
evidente que estes
parâmetros devem ser alterados somente por quem souber exatamente
o que está
fazendo.
Hardware
Monitor
Eis uma parte do SETUP
que serve somente como informação. E muito valiosa
por sinal. Aqui pode se ver a temperatura do processador e sistema,
velocidade
de rotação das FANs ligadas à placa mãe e
voltagens da fonte. Atualmente
existem muitos programas de monitoração que rodam no
sistema, fazendo com que o
usuário não tenha necessidade de reiniciar para entrar no
SETUP e verificar o
estado do sistema, mas de qualquer modo é muito importante a
existência desta
opção. OBS: Em algumas placas,
esta opção se chama PC Health Status.
Change
Password
Esta opção
foi citada anteriormente em Password Check. Uma faz
parte da outra:-) Em Password Check define-se onde a
senha será pedida
Ao ligar o sistema ou no SETUP e aqui é onde se define a senha
de
fato.:-)
Em alguns SETUPs, existe a opção de remover a senha. Em
algumas
placas existe até um jumper específico para
removê-la. Mas na grande maioria
das placas mãe a senha é removida somente se der um ClearCMOS ou seja, se apagar todas as
configurações do SETUP.
Exit
Ufa! Agora é hora
de teclar aqui, escolher se salva as alterações
ou não:-)
Você poderá encontrar em outros SETUPs mais algumas
opções como por
exemplo, Save & Exit Setup ( para
salvar as alterações e sair do
SETUP ) e Exit
Without Saving (
sair do SETUP sem salvar as alterações ).
Você pode sair do SETUP sem salvar nada se teclar ESC
também. Ele lhe pedirá uma
confirmação. A tecla F10 serve para sair
do SETUP salvando as alterações.
Bem, aqui eu abordei as
opções encontradas no SETUP da M810. Na
segunda parte deste artigo abordarei parâmetros comumente
encontrados na
maioria das placas mãe.
Abraços:-)
