Voltar para Artigos de Linux







Deixando o Seu Desktop Mais Seguro

 

15 de janeiro de 2004
Postado por: Thadeu Camargo

 
Este artigo visa os usuários novatos em Linux e é evidente que pode ser aproveitado pelos mais experientes, se for o caso. Tenho percebido que o noticiário e usuários em geral tem divulgado o Linux como um sistema que reune várias vantagens como: gratuito, robusto, livre de falhas e seguro, o que não é totalmente verdadeiro.
Gratuito: Linux é regido pela licença GPL, software livre sim, mas isso não quer dizer que seja gratuito. Pode se fazer o download da distribuição mas existe a possibilidade de comprar a caixa. Isso é matéria para outro assunto e não me alongarei nesta questão, mas caso queira ter maiores detalhes, leia a licença aqui.
Robusto: Concordo plenamente. Neste caso não tenho nada a declarar:-)
Livre de falhas e seguro: Esta afirmação não é totalmente verdadeira devido a dois fatores..nenhum sistema está livre de falhas. Existe apenas aquele que tem mais falhas do que o outro. Um sistema operacional tem milhões de linhas de comando, junte isso a milhares de linhas de comando dos softwares e teremos com certeza alguns erros. O que importa é a rapidez em que estes erros são reconhecidos, documentados e corrigidos. O outro fator reside justamente no usuário. Por mais que o Linux seja um sistema eficiente e seguro, de nada adiantará caso o usuário seja displicente em relação a segurança. O Linux tem regras de permissões rígidas que dificultam ataques mas o se o usuário não tiver consciência disso não vai adiantar nada. É importante que o usuário saiba que operando uma máquina Linux ele não estará no paraíso, onde tudo são flores e que ninguém poderá importuná-lo. Sabendo disso, podemos providenciar alguns fatores para que o sistema fique mais seguro. Observe que os procedimentos escritos abaixo são aconselhaveis para uma máquina desktop. Servidores e máquinas em redes precisam de mais implementações de segurança, que são descritas em outro artigo.

Procedimentos

Em primeiríssimo lugar: use a conta root somente quando for necessário. Felizmente na "cultura" *NIX já existe esta regra que é praticamente imposta a todos os usuários novatos. Ao contrário do Windows, que devido as suas versões 9x não davam condições de se fazer um gerenciamento de contas eficiente fazendo com que os usuários se acostumassem a gerenciar o sistema sempre como modo administrador, sem contas limitadas, no Linux pode e deve se criar usuários com poderes limitados.

A conta root equivale ( mal comparando ) a conta administrador do Windows 2000/XP. Nela pode se fazer tudo: Gerenciar o sistema, instalar programas, deletar arquivos primordiais para o funcionamento do sistema, enfim, pode tudo. Ele é o Deus do sistema. Então porque não usar a conta root? Simplesmente porque o micro ficaria extremamente vulnerável, pois em caso de algum ataque externo o invasor conseguiria ficar com privilégios de root e assim fazer o que quiser com o sistema. Além da possibilidade de ataques o micro ficaria vulnerável a ações danosas ou equivocadas do usuário:-)

Usando se uma conta limitada o risco de acontecer danos devido a ataques externos reduz drasticamente porque o invasor será barrado pelas rígidas regras de permissões do sistema. É lógico que podem existir meios de se conseguir privilégios de root através de outros meios, um deles seria explorando falhas no sistema. Mais adiante explico como fazer para evitar isso.

Após criar sua conta de usuário limitada é hora de fechar as portas para ataques externos. Geralmente as distribuições incluem o iptables firewall extremamente eficiente e com a grande vantagem de ser altamente customizável e de fácil administração pois ele trabalha através de scripts que podem ser feitos e refeitos ao gosto do usuário. O iptables trabalha através de regras e existem algumas que serão de grande valia para fazer com que a máquina fique protegida. Verifique aqui.

Agora é uma boa hora de desabilitar serviços inúteis para uma máquina pessoal. Serviços como Telnet, FTP, sql, squid, finger, smtp named, Samba, Apache e sshd  podem ser desabilitados caso sua máquina não esteja em rede ou não seja servidor. Além de deixar o sistema mais leve, desabilitando estes serviços ficaremos livres de possíveis falhas de segurança que porventura estejam nestes serviços. Para desabilitar serviços no Mandrake utilize o Mandrake Control Center, em outras distribuições pode se usar o Linuxconf,o comando ntysyv ou editando os arquivos /etc/inetd.conf ou /etc/services.

Como disse antes, em qualquer sistema operacional existem falhas. O mais importante de tudo é a rapidez no reconhecimento e disponibilização de correções destas falhas e neste ponto a comunidade de software livre simplesmente dá um banho, disponibilizando correções para os softwares ou kernel com falhas. Cabe ao usuário estar sempre a par destas correções e instalar os patches o mais rápido possível. Caso o software ainda não tenha correção é aconselhável desabilita-lo momentaneamente até que o problema seja corrigido.

Uma prática saudável e verificar se o seu sistema está com rootkits. Rootkit é um conjunto de ferramentas na qual um possível invasor poderia usar para camuflar os seus passos no sistema. A ferramenta mais eficiente para verificar a evidência de rootkits no sistema é o chkrootkit.


Conclusões Finais


Como pode se ver para colocar o sistema seguro não é nenhuma tarefa de outro mundo pois no Linux não há perigos de vírus, controles Active X maliciosos ou spywares como no Windows mas existe a possibilidade de invasão do sistema. É evidente que estas implementações de segurança são válidas somente para uma máquina pessoal, que é o objetivo deste artigo. Quando se fala em micros em redes ou servidores a questão muda completamente de figura, sendo necessária providências muito mais complexas.










Caso tenha alguma dúvida, crítica ou sugestão a fazer: 

Voltar para Artigos de Linux

                          Site desenvolvido no Mozilla Composer sob sistema operacional Linux Mandrake.
                          Todos os artigos escritos podem ser livremente copiados e divulgados desde que
                               se mantenham os créditos dos autores originais. Seja livre, mas seja justo.