

Firewalls
23 de abril de
2003
Postado por: Thadeu Camargo
Como na vida real, a Internet tem milhares de pessoas legais, que
gostam de trocar informação, trabalhar honestamente, mas
infelizmente existem
os maus elementos, bandidos, pessoas que gostam de se aproveitar da
falta de
conhecimento ou ingenuidade das pessoas, ladrões, pessoas de má índole, que gostam de
prejudicar terceiros
ou mesmo aqueles que ainda não tem noção exata da
besteira que estão fazendo.
Assim como no mundo real, onde os cidadãos de bem tem
portões,
seguranças e portas com fechaduras resistentes, no mundo virtual
também existem
meios de se defender de atos ilícitos. Para isso existem alguns
procedimentos
que devem ser tomados pelos usuários. Procedimentos estes que
relato no artigo Usuário
consciente, máquina limpa . Para complementar, nada
como um bom
programa antivírus e um firewall. Escrevi
algo sobre os
antivirus aqui
.
O Firewall é essencial
para quem possui uma conexão permanente à
internet ou quem tem acesso discado mas fica muito tempo conectado (
mais de 2
horas por dia ). Mas pra que usar um firewall e pra que ele serve?
Um computador é
algo complexo pois vários processos rodam ao mesmo
tempo. Vários fatores fazem com que ele possa ficar
frágil. Fala-se muito no
termo “portas abertas” mas o que seria isso? Portas abertas são
nada mais do
que meios de comunicação do sistema com uma
conexão externa, seja uma LAN,
intranet ou internet. Não vou entrar mais a fundo nesta
matéria porque senão
alongaria demais este artigo. O mais importante que o usuário
tem que saber é
que sua máquina pode ter meios de conexão com outros
micros devido a falhas de
programas, sistemas ou até mesmo através de scripts
maliciosos ou ações de trojans
ou vírus. É aqui que entra o firewall.
Ao se conectar a internet,
vários programas tentam fazer acesso à
rede. Desde um simples game até os programas antivirus passando
pelo tocador de
mp3, editor de texto , etc. É
evidente
que muitos programas instalados no micro não acessam a internet
para se
conectar a algum cracker situado do outro lado da linha. Eles
estão apenas
mandando pacotes para seus desenvolvedores, na grande maioria, tentando
atualizar o seu banco de dados. Muitos aplicativos tem
atualização automática. É
claro, se não quiser que determinado programa faça isso,
pode barrá-lo.
Outros aplicativos tem que fazer conexão devido a sua
funcionalidade. O seu navegador, cliente de e-mail, ftp, antivirus tem
que
abrir portas de conexão caso contrário, não
terão funcionalidade.
Já por outro lado, se tiver algum programa trojan
instalado em seu micro, a conexão estará comprometida
pois o
micro estará visível para quem puder rastrear sua
máquina e conseguir fazer
contato com o trojan. Isto é um perigo pois dependendo do
trojan, o cracker
poderá fazer coisas no micro que até Deus duvidaria.
Acredite. Caso queira mais
detalhes sobre estes programinhas chamados trojans, dê uma lida neste
artigo.
Existe um outro meio de se
invadir um sistema remotamente sem ser
através do envio de um trojan. Através de scripts
maliciosos alguém pode tomar
controle da máquina. É lógico que este tipo de
ação é muito mais difícil de
acontecer porque tem que se ter tempo para fazer a invasão e a
vítima tem que
estar com IP fixo durante um bom tempo. Também é preciso
que o sistema esteja
com falhas que possibilitem esta ação. Mas não
é impossível.
Programas para rastrear e invadir computadores existem aos montes
pela internet e esta mesma internet tem vários elementos que
adoram pregar
peças, assustar ou mesmo tentar roubar dados só para se
divertir ou se
aproveitar. As maiores vítimas destas ações
são as máquinas com conexão
permanente, banda larga. Pelo simples
fato deste tipo de conexão estar sempre ativa fica mais
fácil para o cracker (
ou script kiddie ) fazer algo. Mas quem deixa o micro conectado durante
a
madrugada ou mesmo fica um bom tempo na internet mesmo com
conexão discada,
também está sujeito a estes problemas. Usuários
deste tipo não podem abrir mão
do firewall.
Como disse antes, a
função do firewall é, tomar conta de ( quase )
todas as portas e aplicar as regras que são definidas pelo
usuário. Mas que
regras são essas?
Para o firewall, todos os aplicativos são suspeitos até
que o usuário
defina quem pode ou não acessar a internet. Veja bem, o firewall
não tem
discernimento para reconhecer o que é do bem ou quem é do
mal. Ele apenas
aplica as SUAS regras. Se você não quiser que o Internet Explorer ou o Mozilla acesse a internet,
é só
configurar no firewall. Toda vez que o
Explorer e o Mozilla tentarem acessar a internet serão barrados.
A lógica do
firewall é essa. Ele é que nem um porteiro que
seguirá fielmente suas ordens.
Qualquer programa que aparecer no seu micro tentando acessar a internet
e que
ainda não esteja com regras definidas será argumentada a
sua autorização. Caberá
ao usuário saber se este programa é confiável ou
não para deixá-lo acessar a
internet.
Então
vem uma pergunta básica:
“Mas como saberei se o programa que quer acessar a internet é
confiável ?”
Geralmente, a não ser que seja uma tentativa de
atualização automática,
o programa não acessará a internet sem a sua
execução, por exemplo: Digamos que
você queira navegar na internet. É evidente que para fazer
isso você vai
precisar de um navegador. Digamos que o seu navegador padrão
seja o Internet
Explorer, então você vai executá-lo para que possa
visualizar e navegar entre
as páginas. Ao abrir este programa, se não tiver uma
regra estabelecida, o
firewall perguntará se ele pode acessar a rede. Foi você
que o executou e quer
usá-lo, então a resposta é sim! Pois bem, depois
de um determinado tempo, sem
executar nenhum programa, aparece o aviso do firewall : “trojan.exe
tentando acessar a internet”. Você autorizaria o acesso
deste programa? Não ? Nem eu;-) Barraria-o e faria uma
investigação para saber
de onde raios surgiu este ilustre desconhecido.
Coloquei um nome bem sugestivo mas a realidade é que este
programa
pode ser tanto um trojan de verdade como algum utilitário de
atualização de
algum aplicativo instalado, daí a necessidade de investigar a
origem do dito
cujo para saber se ele é uma ameaça ou não.
Além da ameaça
“interna”, que na realidade é provocada por fatores
externos ( infecção por vírus,
execução de anexo com o trojan ), existe a
ameaça de ataques diretos, seja por sniffers, scripts ou
programinhas prontos.
Estes dificilmente atingem uma maquina com um firewall instalado, pois
ele foi
feito para isso: fechar as portas abertas a ataques externos. É
verdade que
existem meios de burlar esta proteção do firewall, mas
para que possa se fazer isso,
o cara tem que sacar MUITO de hack e cá entre nós, hacker
que é hacker de
verdade não está preocupado em ficar invadindo
máquinas caseiras...
O usuário pode
até se assustar ao ver o log de tentativas de invasões
do firewall devido a quantidade de “tentativas” registradas à
sua máquina. Na
realidade muitas delas não são tentativas reais de
invasão, apenas simples
pacotes que trafegam na internet. Como o firewall não é
capaz de discernir o
que é do bem ou mal, para ele todo pacote que não
é válido para a máquina que
ele protege é uma tentativa de invasão. Bem, pelo menos
agora você sabe que ele
não vai falhar por omissão;-)
Os programas firewalls
são, em sua maioria, relativamente fáceis de
configurar. Quase todos trabalham de modo parecido. Qualquer
dúvida sobre o
programa poderá ser sanada com uma lida na
documentação do mesmo.
Como disse antes, a internet
é muito legal, mas tem os seus perigos
e como diz o ditado ( já reinventado ): É melhor prevenir
do que não ter mais
remédio.
